Na Primavera e Verão, quando há calor e humidade é comum encontrarmos no nosso cavalo parasitas externos, como as carraças. Estas para além de se tornarem um incómodo devido à picada, são também responsáveis pela transmissão de doenças que podem por em risco a saúde do nosso animal.
O que é a Piroplasmose?
A piroplasmose é um exemplo de uma das doenças transmitidas por carraças. Esta tem como agentes patogénicos dois parasitas que invadem os glóbulos vermelhos e brancos, a Theileria Equi (T.Equi) e a Babesia Caballi (B. Caballi).
As carraças do género Dermacentor, Hyalomma e Rhipicephalu através da sua picada são os vectores responsáveis pela transmissão dos agentes da piroplasmose. Reproduzem-se com calor e humidade, e sempre que existem estas condições ótimas podemos encontrá-las no meio ambiente.
A piroplasmose pode ser também transmitida sempre que haja alguma transfusão realizada com sangue contaminado por estes parasitas, ou até mesmo, pode resultar da utilização de agulhas e seringas contaminadas.
Os primeiros sinais da doença não aparecem logo após o animal ser exposto aos parasitas. Os agentes responsáveis, ficam a incubar no organismo até se manifestarem, 15 dias no caso da Theleria e 30 dias no caso da Babesia.
COMO ACTUAM ESTES PARASITAS?
A B. Caballi invade exclusivamente os glóbulos vermelhos ao passo que a T. Equi invade em primeiro lugar os glóbulos brancos e só posteriormente os vermelhos.

Ambos os parasitas ao multiplicarem-se provocam a rotura dos glóbulos vermelhos o que provoca anemia, falta de oxigenação dos tecidos, presença de sangue na urina e febre.
Os sintomas de piroplasmose não são específicos e podem ser diferentes de acordo com a fase da doença:
Fase aguda: o animal encontra-se com febre, respiração aumentada, dor abdominal, mucosas de cor rosa escuro ou amarelo, microhemorragias e debilidade.
Fase subaguda: sintomas iguais aos da fase aguda mas mais leves. Pode aparecer acumulação de líquido na extremidade dos membros e zona ventral. Há perda de peso, cólicas leves e recorrentes. As mucosas podem estar amarelas devido a alguma lesão hepática associada a esta doença.
Fase crónica: nesta fase encontramos febre intermitente, perda acentuada de peso, cólicas frequentes, falta de rendimento no trabalho e o baço pode estar aumentado.

Os cavalos quando recuperam da piroplasmose tornam-se portadores assintomáticos. Contudo, em situações de imunodeficiência, pode haver recaídas com o aparecimento de sintomas de fase aguda.
No caso de éguas gestantes infectadas os poldros podem nascer com sintomas, nomeadamente, anemia, mucosas amarelas e debilidade ou nascerem como portadores assintomáticos de piroplasmose.
Qual o tratamento de piroplasmose?
Para esta doença não existe cura e como tal não há um tratamento definitivo. Contudo podemos recorrer a medicamentos prescritos pelo veterinários e a suplementos que ajudam o nosso cavalo a recuperar da doença, através da diminuição dos sintomas.
Para combater a anemia podemos usar suplementos ricos em ferro e vitaminas do complexo B que vão ajudar na formação de glóbulos vermelhos. Para esse efeito o fabricante de nutraceuticos TRM recomenda o uso de IRON X CELL, que assegura a quantidade necessária de nutrientes para a formação de glóbulos vermelhos, facilitando a recuperação do animal com piroplasmose.
No caso de haver alguma lesão hepática é recomendado o uso de protetores hepáticos, tal como o HEPATRITION do fabricante EQUINE PRODUCTS. Este suplemento combina aminoácidos, como a taurina, cisteína, L-arginina; antioxidantes, como o ácido alfa lipoico (ALA), e vitaminas . Contém cardo de leite (Silybum marianum) que é um antioxidante natural utilizado à mais de 2000 anos para tratar doenças hepáticas.