//Dor no dorso

Dor no dorso

Tradicionalmente, o cavalo foi domesticado para ajudar o homem na execução de tarefas agrícolas. Com o passar do tempo, o cavalo evoluiu para ser um animal dedicado, em muitos casos, exclusivamente para o desporto.

Por tudo isso, o cavalo passou de viver em liberdade e pastorear durante 14 horas por dia, para transportar pessoas em cima dele enquanto deve realizar uma série de movimentos e exercícios específicos.

Posto isto, é muito importante ter em conta que o dorso, que é a zona onde o cavaleiro se senta, está em boas condições e saber como detectar um problema quando este ocorrer.

A IMPORTÂNCIA DO DORSO NO CAVALO

A dor no dorso é uma lesão frequente, sobretudo nos cavalos de desporto de alto rendimento.

Esta zona anatómica é uma estrutura complexa formada por nervos, músculos, tendões, ligamentos, cartilagens e ossos. Na zona central desta estrutura coberta pelas vértebras, encontramos a espinhal medula.

Columna-vertebral-caballo

Todo o movimento que o cavalo realiza, desde a cabeça até à cauda, se origina nos nervos da espinhal medula que enviam a informação para os músculos da zona dorsal e cervical. A coluna vertebral pode ser comparada a uma “corda e arco”, onde o “arco” é a coluna rígida e a “corda” incorpora os músculos e os ligamentos que suportam a coluna vertebral.

 

Não é de estranhar que a dor que se origina em qualquer estrutura do dorso pode ter efeitos em todo o corpo do cavalo e vice-versa. Além disso, essa dor inibirá os movimentos do cavalo, limitará a sua capacidade de realizar determinados exercícios e afetará a sua atitude em relação ao trabalho.

COMO PODEMOS DETECTAR A DOR NO DORSO?

Quantificar o grau e a localização precisa da dor nos animais não é uma tarefa fácil. Portanto, assim que suspeitamos que o nosso cavalo sofre de dor no dorso, é melhor entrar em contacto com o veterinário.

As lesões no dorso são processos complicados de detectar uma vez que muitas das vezes se manifestam como uma diminuição no desempenho geral do animal. Por outro lado, alguns cavalos parecem ter um desempenho satisfatório apesar de apresentar uma dor moderada nessa zona.

A toda a informação acima referida acrescenta-se que alguns cavalos fisiologicamente têm essa zona mais sensível, de modo que a palpação pode gerar uma reação exagerada e ser interpretada como um sintoma de dor.

Para saber de onde vem o desconforto, o veterinário estudará o historial médico do cavalo. Isso inclui todas as informações sobre o maneio, o tipo de treino, o desempenho e quaisquer patologias anteriores. É muito importante conhecer isso em animais nervosos, pois eles são mais propensos a sofrer lesões nesta zona. Esta patologia pode até causar mudanças muito progressivas e negativas no comportamento do animal.

Por outro lado, o veterinário procurará os sintomas que fazem suspeitar que o cavalo sofra desta patologia. Podemos encontrar sinais clínicos no tratamento “caminhar pela terra”, tais como: dificuldade em levantar, recusar levantar os membros para limpar os cascos, dor ao colocar a sela e apertar a cilha e até mesmo a escovar.

No momento da monta, encontraremos sintomas como a diminuição do desempenho, dor e resistência ao cavaleiro, incapacidade de impulsionar os membros durante o trabalho, perda de flexibilidade para realizar exercícios laterais, “saltar” ou mostrar resistência no treino, recusar realizar algum exercício e até mesmo realizar movimentos bruscos de cabeça e cauda.

EXAME VETERINÁRIO

O exame veterinário incluirá:

1.       Inspeção visual.

2.       Palpação da coluna vertebral.

3.       Manipulação da coluna vertebral.

A inspeção visual consistirá, em primeiro lugar, observar o cavalo a passo e à mão para detectar qualquer anormalidade no seu passo. Nesta fase, podemos detectar cavalos que têm dificuldade em fazer voltas ou arrastar os membros. Posteriormente, o cavalo será observado no trote e galope com a guia onde se poderão detectar claudicações, falhas nas mudanças de ritmo, recusar trotar e/ou momentos em que os membros arrastam.

Também é muito interessante inspecionar visualmente o animal durante a monta; tanto no início como durante o aquecimento anterior, uma vez que o trabalho foi iniciado. Não só é importante ver as reacções quando é colocado peso nessa zona do cavalo, mas também quando a sela é colocada.

Com a palpação e a manipulação da coluna vertebral, o veterinário detectará se existe restrição do movimento ou hipersensibilidade na zona do dorso. Para isso, avaliará os movimentos de flexão, extensão e mobilidade lateral.

Uma vez realizado este exame, o veterinário realizará uma série de testes de diagnóstico que assegurará um tratamento posterior mais preciso. Entre esses testes, podemos encontrar desde radiografias, ecografias e até gamagrafias. Este último deve ser realizado num hospital com as máquinas e as instalações necessárias.

TRATAMENTO E PREVENÇÃO

Para prevenir o aparecimento desta patologia podemos fazer mudanças no maneio diário e no trabalho do animal. Algumas destas medidas podem ser aquecer o dorso do cavalo à guia antes de colocar peso sobre ele, utilizar protecções de dorso e certificar antes de realizar um exercício intenso que a massa muscular da zona dorsal está bem desenvolvida. A boca do animal também deve ser verificada uma vez que algumas anomalias dentárias podem causar desconforto no dorso devido ao movimento excessivo da cabeça ou à incorrecta colocação da cabeça e cervicais durante o trabalho.

(cavalo com a zona dorsal pouco desenvolvida)

(cavalo com a zona dorsal pouco desenvolvida)

O tratamento para a dor no dorso é muito amplo. O veterinário pode recomendar unicamente descanso ao animal (na pastagem ou no paddock) ou realizar outras terapias medicinais, como a administração de anti-inflamatorios orais, intravenosos ou através de infiltrações. Também se pode optar por terapias complementares como a fisioterapia, a osteopatia ou tratamentos naturais.

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By | 2018-02-26T13:07:34+00:00 13 Dezembro 2017|Sin categoría|0 Comments

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