//A IMPORTÂNCIA DA VACINAÇÃO DOS CAVALOS

A IMPORTÂNCIA DA VACINAÇÃO DOS CAVALOS

A vacinação do nosso cavalo é uma importante ferramenta na prevenção de determinadas doenças. Um correto programa vacinal é fulcral para a manutenção da saúde do equino e para minimização de perdas económicas resultantes de doenças que poderiam ser evitadas.

Para a participação em concursos hípicos é exigido que o cavalo apresente um certo programa vacinal, como é o exemplo da imunização contra o vírus da gripe equina. Contudo, não há legislação que obrigue a vacinação de cavalos que não participem em concursos, mas recomenda-se que a mesma seja efetuada.

Influenza Equina:

A gripe equina é endémica em todas as populações de cavalos e é causada pelo vírus do influenza equino. Este agente patogénico transmite-se por via respiratória e é altamente contagioso. Por isso, qualquer suspeita desta doença pode resultar no cancelamento de eventos hípicos.

O vírus transmite-se diretamente de um cavalo para outro ou por contaminação de equipamentos, roupas ou simplesmente do ar. A taxa de infeção em populações de cavalos não vacinados é quase de 100%. Os sintomas clínicos são principalmente respiratórios e podem durar mais de duas semanas. Em casos mais graves a capacidade física do cavalo pode ser afetada e a recuperação pode levar 6 meses.

A prevenção da desta doença passa principalmente por uma correta vacinação e higiene nas instalações e equipamentos dos animais, evitando-se a disseminação do vírus.

Tétanos:

O tétano é uma doença causada pela ação de exotoxinas produzidas pela bactéria Clostridium tetani. A bactéria está presente no solo, principalmente nos solos ricos em matéria orgânica. Esta bactéria é uma habitante normal da flora intestinal do homem e de muitas espécies domésticas como cavalos, vacas, cães e galinhas.

Todas as espécies mamíferas podem contrair esta doença, contudo os cavalos são os mais os mais sensíveis. A maioria dos casos acaba com a morte do animal e os cavalos não vacinados são a principal população de risco.

A infeção ocorre através da penetração dos esporos de Clostridium tetani numa ferida. Uma vez no organismo ocorre por parte das bactérias a produção de toxinas responsáveis por sintomas neurológicos: há o aumento da resposta a estímulos (luz, sons, etc), há a contração muscular e com a progressão da doença a rigidez vai sendo cada vez maior, chega a um ponto em que há a paralisia dos músculos respiratórios e do diafragma.

No controle desta doença, a vacinação é primordial. É a principal ferramenta de prevenção, além da manutenção do animal em condições higiénicas adequadas, controle e limpeza de qualquer ferida que observemos nos nossos animais.

Rinopneumonia Equina:

A rinopneumonia equina é produzida por dois vírus: vírus do herpes equino tipo 1 (EHV-1) e vírus do herpes equino tipo 4 (EHV-4). Enquanto EHV-1 causa problemas respiratórios, abortos, mortalidade perinatal e mieloencefalite, o EHV-4 está associado apenas a patologias respiratórias. Como em muitas infeções virais, o primeiro sinal de rinopneumonia é o aparecimento de febre que pode atingir os 41ºC. Também pode haver sinais de depressão, letargia e secreção nasal.

Na égua prenha, a infeção por EHV resulta em abortos espontâneos ou o nascimento de potros doentes. EHV-1 é a causa diagnosticada mais comum de aborto infecioso em éguas. Uma infeção anterior pode fazer com que a égua se torne portadora do vírus, e deste modo os abortos podem ocorrer sem que a égua tenha sinais clínicos.

A doença neurológica causada por EHV-1 ocorre com pouca frequência. Os animais infetados podem sofrer paralisia, colapso e sintomas neurológicos com prognóstico reservado.

Devido às grandes perdas económicas causadas pela doença, a vacinação é a principal ferramenta na redução da incidência entre nossa população equina.

By | 2018-02-26T18:27:09+01:00 20 Setembro 2017|Sin categoría|0 Comments

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